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Escalonamento de formulações de cápsulas para inaladores de pó seco [VÍDEO]

Introdução do vídeo

Harry Peters (Especialista em aplicação de produtos Inalatórios) e Gerald Hebbink (Cientista) informam sobre um estudo realizado em conjunto com a Universidade de Bath sobre como o envase de cápsulas pode alterar o desempenho de um DPI (inalador de pó seco). Além da abordagem adotada e dos resultados obtidos, são compartilhadas também as práticas recomendadas com relação à melhor escolha de lactose para DPI a ser usada durante o desenvolvimento de um produto. A ênfase é nas possíveis diferenças de escalonamento entre as cápsulas envasadas manualmente durante a formulação em laboratório e o processamento final com uma máquina de envase de cápsulas.

O processo de envase de cápsulas altera o desempenho do inalador de pó seco?

O processo de envase de cápsulas é muito importante. O pó possui uma memória de como foi processado, portanto o processo de envase de cápsulas pode causar um efeito significativo no modo em que o princípio ativo é veiculado até os pulmões do paciente. É isso que queremos testar.

O que acontece durante a inalação?

Durante a inalação, o paciente pega o dispositivo e começa a inalar. Nesse momento, os pós começam a fluir. Durante a fluidização, as partículas pequenas do medicamento são liberadas da superfície da lactose mais grossa, e é notório que as lactoses do tipo mais fino facilitam esse processo. Portanto, em presença de mais partículas finas, serão liberadas também mais partículas do medicamento da superfície da lactose mais grossa.

Por que esse estudo é importante para o formulador?

Normalmente, o formulador elabora a primeira formulação em escala laboratorial. É muito frequente ele utilizar sistemas manuais de envase, e depois do desenvolvimento em escala laboratorial, ele passa para a escala de produção, em uma fase final do desenvolvimento da formulação. 

O fato de saber que você pode escolher o tipo certo de lactose pode ajudá-lo a acelerar o desenvolvimento desde o início até a escala de produção.

O tipo de lactose fina exerce um impacto?

O tipo de processamento exerce um impacto sobre a liberação. Sabe-se que a lactose fina e em especial os tipos de lactose muito finos possuem de fato um efeito altamente significativo sobre os mecanismos de liberação.

Qual foi a abordagem adotada?

Analisamos diferentes tipos de lactose fina em combinação com um tipo grosso de lactose e analisamos diferentes técnicas de envase: envase manual e envase a vácuo com baixo vácuo e alto vácuo. Observamos se isso tinha algum efeito sobre a reprodutibilidade da dosagem e sobre a fração de partículas finas na formulação. 
Envasamos as cápsulas com lactose e com um princípio ativo, a budesonida. Em seguida, misturamos os dois. Utilizamos uma lactose grossa e também lactoses do tipo fino. Assim, obtivemos um total de quatro diferentes misturas de lactose com budesonida: uma com lactose grossa; uma com um tipo de lactose fina obtida através do processo de moagem; uma outra lactose moída; e por fim, uma com lactose grossa misturada com uma lactose fina obtida por micronização. Tínhamos, então, Lactohale 100 com Lactohale 210, Lactohale 230 ou Lactohale 300.

Como vocês mediram o desempenho?

Bem, pegamos as cápsulas. E elas foram colocadas em um Cyclohaler, e realizamos um teste in vitro com um Next Generation Impactor (NGI) para medir a fração de partículas finas.

O processo de envase alterou o desempenho?

Ao analisar esse estudo, constata-se que não há um efeito significativo ao se adicionar diferentes tipos de lactose fina se a mistura já tiver finos micronizados ou se houver a presença de partículas finas ligeira ou altamente moídas. Não constatamos efeito algum sobre a fração de partículas finas nem no processo de envase. Utilizando o envase manual e o envase a vácuo obtivemos o mesmo desempenho. É muito importante que o formulador esteja ciente disso. Quando não adicionamos partículas finas à formulação, constatamos uma pequena diferença na dosagem do medicamento que saiu o dispositivo, mas no momento não temos uma explicação para esse fato.

Qual é o benefício para o formulador?

O que mostramos aqui é que escolhendo o tipo certo de lactose é fácil realizar o escalonamento do envase manual para o envase na encapsuladora, pois não constatamos diferença alguma. Especialmente quando há presença de partículas finas na lactose. Portanto, é importante escolher o tipo certo de lactose, pois isso facilita o escalonamento para o formulador.

Com os resultados desse estudo, vê-se claramente que diferentes tipos de lactose fina causam diferentes efeitos na fração de partículas finas. E a DFE Pharma oferece esses diferentes tipos para ajudar o formulador.

As conclusões trouxeram novos conhecimentos para o formulador?

Ficamos bastante surpresos com o resultado, pois inicialmente pensávamos que o uso de métodos diferentes para envasar uma cápsula exerceriam um efeito significativo sobre o pó, já que os pós apresentam um efeito de memória. O fato é que não constatamos o efeito significativo esperado; aliás, na maioria dos casos, não constatamos efeito algum. Isso nos deixou bastante surpresos.

E se surgirem outras dúvidas

Se as pessoas ainda tiverem dúvidas após terem assistido a este vídeo, no qual tentamos explicar um pouco mais o nosso estudo, elas podem entrar em contato com a DFE Pharma, a qualquer momento, para obter mais informações.

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